Nova Lei de Licitações: governança das contratações
A lei ampliou a discricionariedade técnica. Sem governança, discricionariedade vira risco.

Mais planejamento, mais responsabilidade
O plano de contratações anual, o estudo técnico preliminar e a matriz de riscos deslocaram o esforço da fase externa para a fase interna da licitação. É onde o valor público é efetivamente criado ou destruído.
Capacidade técnica como gargalo
Novas modalidades e critérios exigem equipes capazes de especificar bem e avaliar propostas complexas. Investir em capacitação de agentes de contratação tem retorno superior a qualquer sistema informatizado.
Integridade estrutural
Segregação de funções, rotatividade de agentes em contratações sensíveis, declaração de conflito de interesses e trilha de auditoria completa reduzem risco sem travar a operação.

CEO e Fundadora da PJ Soluções. Bacharel em Direito, MBA em Gestão Pública e em Direitos Humanos, pós-graduada em ESG e certificada pela United Nations System Staff College (UNSSC).
Conheça a trajetória →Lei das Estatais: o que ainda falta implementar
Quase uma década após sua promulgação, a Lei 13.303/2016 produziu conformidade formal expressiva nas empresas estatais federais, estaduais e municipais. A transformação da cultura de governança e da qualidade decisória efetiva, contudo, permanece incompleta e desigual entre entes federativos.
Cidades Inteligentes e Agenda 2030: O Que Gestores Municipais Precisam Reconfigurar Agora
A meia década final da Agenda 2030 exige que municípios brasileiros, sobretudo na Amazônia Legal, saiam do discurso de smart city para a reconfiguração real de processos de dados, mobilidade e serviços urbanos. Sem infraestrutura de governança de dados alinhada à LGPD e integração intersetorial vinculada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, investimentos em tecnologia urbana produzem ilhas de inovação sem impacto sistêmico nos indicadores que o Brasil se comprometeu a reportar à ONU.
Inteligência Artificial na Gestão Pública: Governança de Dados, Viés Algorítmico e Serviço ao Cidadão
A adoção de inteligência artificial por órgãos públicos brasileiros avança mais rápido do que a governança necessária para evitar viés algorítmico, discriminação e violação de privacidade em decisões que afetam diretamente o acesso a direitos e serviços, colocando em tensão a Lei 14.129/2021 e as exigências de proteção de dados da LGPD. Sem estrutura formal de governança de dados e auditoria algorítmica alinhada aos princípios da Agenda 2030, a promessa de eficiência da IA pública pode se converter em aprofundamento de desigualdades já existentes.